Eu...
Sentada defronte ao lago,
puro, vislumbrando a luz do sol
solitária, como enfeitiçada pelo mago!
Sonhava, puros sonhos...
Você reinava-os absoluto,
Viril, único, inalcansável!
Sofria era evidente o luto.
Tudo ajudava:
O lago sereno,
A brisa doce,
O calor ameno,
A tempo estático,
O sonho: você!
Então enfureci-me,
rasguei minha roupa,
nas águas verdadeiras do lago, olhei-me
Admirei meu corpo,
Nua...
Só eu e o sol
Queimava meu coração
Aproximei-me das águas.
Vi meu corpo nu, sem graça.
Fechei meus olhos, imaginei
Você tocando meus ombros
Meus seios, meu corpo.
Beijando carinhosamente meus lábios
Deitando-me na grama
Fazendo-me sentir teu calor
O peso do teu corpo no meu
Sua mão a me explorar!
Descobri-me a tremer
Quente, suando frio
senti ainda o que parecia
suas mãos a me tocar
Envergonhei-me, profanos sonhos
Deliciosas lembranças.
Projetei-me nas águas,
joguei-me às obscuras profundezas,
As calmas e mortais águas
Os ínfimos leitos, compreensíveis
Meu corpo nu tremia
Soprava uma brisa funesta
As árvores se agitavam
E a noite cobriu aquele corpo nu
Num último suspiro
Pronunciando o nome da causa
A causa de todo sofrimento
...Ele...
Céu Azul...
sábado, 31 de janeiro de 2009
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Nossa poema bem quente em heehehhe bonito gostei vc escreve bem bjs minha linda.
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